domingo, 22 de outubro de 2017


Hoje eu poderia dizer a você muitas coisas, mas eu escolhi dizer SIM...

Eu digo sim para as suas histórias divertidas contadas mil vezes e para as nossas maratonas de série ou filme com coberta e chocolate.
Mas também digo sim para sua péssima escolha de filmes (aqueles que durmo na metade) e também para as mil horas que você leva para comprar roupas.

Eu digo sim para o seu amor por cachorros e o desejo de trazer todos para casa.
Mas eu também digo sim para impaciência em me esperar arrumar e o fato de ouvir as músicas que gosta repetidamente sem parar.

Eu digo sim para sua disposição para ir em todos os eventos e sim para aqueles que você não quer ir (mas vai) e quando chega não quer ir embora.
Mas também digo sim para o fato de molhar todo o chão da cozinha ao lavar as vasilhas e para a demora diária para sair pela manhã.

Eu digo sim para o seu cheiro, seu abraço, nossas brincadeiras, danças, apelidos e risadas.
Mas também digo sim para o fato de sempre perder tudo, mesmo estando na sua frente e para as suas longas e cansativas discussões sobre política e demais temas polêmicos.

Eu digo sim para o fato de ser tão carinhoso e por cuidar tão bem de mim e dos meus e por ter sido o "fio" da minha mãe.
Mas eu também digo sim para sua teimosia, sua ansiedade e para os seus 455 novos projetos.

Eu digo sim para seu esforço, dedicação e entrega quando se propõe a algo e por sempre pedir minha opinião.
Mas também digo sim para quando diz ahãm e não faz a menor ideia do que eu esteja falando.

Eu digo sim por ser meu ombro amigo e meu afago nas dores do mundo.
Mas eu também digo sim para quando fechamos a casa inteira e você lembra que esqueceu algo dentro do quarto (o que acontece todos os dias).


Eu digo sim para você cantando inglês, falando espanhol e por me fazer sempre sorrir.
Mas eu também digo sim para os programas na TV que você ama, aqueles que ensinam coisas úteis como por exemplo: como desmontar um trator.


Digo sim para seu paladar infantil e por sempre ser o pacificador entre nós.
Mas eu também digo sim para sua letra de médico e para o fato de sempre esquecer de colocar o amaciante na máquina.


Eu digo sim para seu fanatismo por doces, para suas gargalhadas vendo vídeos de humor e para o seu passinho de dança que é adaptável a todos os ritmos.
Mas eu também digo sim para os intermináveis jogos de futebol e programas esportivos diários e para sua preguiça de ler (exceto notícias do galo)

Eu digo sim para o quanto você se dá bem com meus amigos e adora sair com eles (mesmo sem precisar necessariamente que eu esteja junto, porque também se tornaram seus).
Mas eu também digo sim para seu banho demorado e para sua impaciência no trânsito.

Eu digo sim para a liberdade individual que construímos, sem deixar de curtir momentos a dois e por me buscar (sem nunca reclamar) depois que tomei umas bebidinhas.
Mas eu também digo sim para você querer me abraçar quando estou com sono ou de conversar quando estou com fome. 

Eu digo sim por sempre fazer questão de demonstrar o que sente e por comprar minhas ideias e sonhos como se fossem seus.
Mas também digo sim para sua preguiça de ver filmes legendados e por puxar a coberta de mim nos dias frios.

Eu digo sim por deixar usar suas blusas de frio sem reclamar
Mas eu também digo sim para sua “notável habilidade” em matar ratos e baratas.

Eu digo sim para nossa cervejinha com porções caseiras sem nos preocupar com o dia da semana e para o seu bom gosto na escolha dos presentes.
Mas eu também digo sim para o fato de você não gostar de ir em casamento sem festa, evento sem cerveja e para o seu gosto musical que de tão eclético que chega a doer.


Sabe, é fácil amar o outro quando o mar está calmo e os ventos favoráveis. Difícil mesmo é amar o outro nas ondas turbulentas, nas diferenças, nos problemas, defeitos e limitações.
É mais difícil amar o outro no processo de luto, no desemprego, nas crises financeiras, nas mudanças e recomeços. É difícil amar o outro quando a rotina parece esmagar, quando os planos em algum momento não são recíprocos, quando se está cansado ou doente, quando a opinião é divergente, quando se tem de perdoar ou relevar alguns erros. É mais difícil amar o outro quando se está no auge dos problemas familiares, quando é preciso por algum tempo priorizar outras coisas, quando se tem medo, dúvidas e quando se perde o caminho ou os sentidos.

Em quase 08 anos juntos (seis deles dividindo a nossa rotina), passamos por todas essas ondas e talvez mais algumas outras não mencionadas aqui, e depois de todas elas, estamos aqui, mais fortes, mais companheiros e mais certos do nosso amor.


Hoje eu digo sim.... para você, por inteiro, imperfeito, meu.

Eu digo sim para nós.

Que sejamos exatamente assim, um pelo outro, enquanto Deus nos permitir.


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